segunda-feira, 16 de abril de 2018

Harry Anderson

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1952 - 2018
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domingo, 15 de abril de 2018

R. Lee Ermey

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1944 - 2018
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Vittorio Taviani

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1929 - 2018
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Córtex - Festival de Curtas-Metragens de Sintra 2018: os vencedores

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Terminou hoje a oitava edição do Córtex - Festival de Curtas-Metragens de Sintra que decorreu no Centro Cultural Olga de Cadaval desde o passado dia 11 de Abril. Para a Competição Nacional o júri foi composto por Beatriz Batarda, Cláudia Chéu e Sérgio Tréfaut enquanto que a Competição Internacional fora decidida por Ana David, João Ferreira e Margarida Leitão tendo decidido o seguinte palmarés:
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Competição Nacional
Grande Prémio do Júri: Os Humores Artificiais, de Gabriel Abrantes
Menção Honrosa: Tudo o que Imagino, de Leonor Noivo
Prémio do Público: Surpresa, de Paulo Patrício
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Competição Internacional
Curta-Metragem: The Wizard of U.S., de Balbina Bruszewska (Polónia)
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Competição Mini-Córtex
Prémio Mini-Córtex: In a Heartbeat, de Esteban Bravo e Beth David
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sábado, 14 de abril de 2018

Isabella Biagini

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1940 - 2018
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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Milos Forman

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1932 - 2018
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A Quiet Place (2018)

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Um Lugar Silencioso de John Krasinski é uma longa-metragem norte-americana centrada na interacção de uma família forçada a viver em silêncio num meio isolado como forma de escapar a uma misteriosa criatura que caça e ataca quando escuta o mais ínfimo dos ruídos.
Krasinski juntamente com Bryan Woods e Scott Beck escreveram o argumento desta inesperada e surpreendente história que leva o espectador para a vivência quase improvável de uma família que não só tem de viver num silêncio sepulcral como principalmente escapar a um perigo invisível que ataca ao mínimo ruído existente. Num mundo onde a presença humana parece ter desaparecido do mapa, como escapar a um perigo que não se observa?
A dinâmica desta longa-metragem é imediatamente cativante não só pela forma como se desenha a vivência desta família encabeçada por Emily Blunt como "Evelyn" e John Krasinski como "Lee" na qual a sobrevivência dos seus três filhos é a prioridade máxima. Não existe vida aparente para além dos cinco nem tão pouco qualquer tipo de notícia do mundo exterior à sua pequena comunidade onde apenas eles resistem. As poucas notícias que chegam ao espectador são aquelas de jornais que guardam no seu bunker improvisado remetentes a tempos não tão distantes onde se percebe que o planeta Terra foi alvo de uma invasão alienígena. Ao 89º dia compreende o espectador que os desaparecidos são às centenas de milhar, que as cidades estão desertas - principalmente as mais pequenas onde a acção de A Quiet Place se desenrola - e que a necessidade de sobreviver é em igual proporção àquela de manter o silêncio como uma constante na própria dinamização desta história e da original forma de comunicação entre as personagens que transformaram uma aparente debilidade de um mundo normal numa técnica de escapar neste nova forma de sociedade que desconhece o dia de amanhã.
Do mundo exterior pouco se sabe. A comunicação é inexistente e apenas as informações dos "primeiros dias" subsiste. Mais de um ano depois da invasão e da destruição inicial, os alimentos escasseiam e já não existe nada para pilhar nas lojas tendo a sobrevivência de ser efectuada por mão própria e com o pouco que a terra ainda pode fornecer. No entanto chega ao espectador a realidade de "Evelyn" que se encontra no final da sua gravidez, que o espectador compreende que é esta nova forma de vida, que poderá dar continuidade àquilo que resta da civilização, que poderá pôr em risco a sobrevivência de uma família que já se deparou com a morte de um dos seus. Sobreviver é assim indispensável mas... a que custo?
Se por um lado o espectador poderá imaginar que o género cinematográfico em questão está mais do que explorado com as inúmeras e por vezes infundadas histórias de invasão alienígena existe, no entanto, a confirmação de que Krasinski - actor, realizador, argumentista e produtor -, deu vida a um conto que prima pela quase total ausência de extraterrestres que apenas brevemente conhecemos nos segmentos finais, pela igualmente ausente existência de uma qualquer batalha que lançasse os sobreviventes nos seus abrigos (aqui apenas percebemos o que aconteceu ao mundo após a sua aparente destruição), mas sobretudo pela habilidade em inovar e transformá-la através da sua forma de comunicação que chega apenas pela interacção entre os diversos actores bem como pelas composições das suas personagens que sofrem, choram, riem e falam através da expressividade de um olhar ou pela língua gestual americana que aqui ganha lugar de língua de destaque revelando que as supostas pequenas debilidades do mundo tal como o conhecemos são, afinal, as formas mais válidas de sobrevivência numa espécie de nova sociedade incerta e insegura.
O silêncio, ou a sua ausência nos pequenos actos do dia-a-dia, acabam por transformar-se em A Quiet Place como uma outra forma de comunicação ou até mesmo numa espécie de personagem oculta na medida em que são as alterações a esse existir quotidiano que se assumem como os tais elementos de destaque nesta longa-metragem. Caminhar já não se faz da mesma forma, uma ida a um supermercado é agora feita no mais profundo silêncio e o simples mexer numa prateleira da cozinha lá de casa pode transformar-se num risco de vida constante. Tudo tem de ser feito no mais absoluto silêncio que se afirma e os ruídos existentes apenas são os daqueles elementos naturais que não perturbam a nova força dominante num planeta que o espectador desconhece estar ainda com vida humana ou já desta desprovido.
Krasinski que o espectador mais atento poderá reconhecer de inúmeras obras de comédia ou até mesmo pelo seu ar cool e descontraído, é aqui a força motora de um filme tenso e intenso de um terror que está para lá da simples invasão extraterrestre, e que se afirma pela forma pela incapacidade de expressar dor ou sofrimento correndo o risco de, ao estar exposto, se transformar na próxima vítima desse mal oculto e anónimo. Da comédia ao terror como a mesma ligeireza mas, ao mesmo tempo, firmando-se como um interessante e inteligente contador de histórias, Krasinski faz do seu A Quiet Place o filme sensação do momento que prima pela dinâmica da família em tempos conturbados independentemente do pano de fundo ser aquele que aqui encontramos mas que facilmente poderia centrar-se num qualquer outro contexto mais ou menos denso. No final, a grande questão que permanece para o espectador é apenas uma... até que ponto estaria qualquer um disposto a ir para salvar aquilo que tem de mais sagrado... ninguém lutará por um país, por uma crença ou por um governo... mas sim pela perpetuação daquilo que tem de mais sagrado... uma família que ama. E é em nome desse amor, ou por esse amor, que se sobrevive e vive o mais certo sacrifício...
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"Evelyn: Who are we if we can't protect them?"
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8 / 10
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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Festa do Cinema Italiano 2018: os vencedores

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Termina hoje a décima-primeira edição da Festa do Cinema Italiano que decorreu no Cinema São Jorge, em Lisboa desde o passado dia 4 de Abril.
Os membros do júri composto por Francisco Valente, Paula Brito Medori e Pedro Cabeleira decidiram atribuir o Prémio do Júri ao filme Happy Winter / Buon Inverno, de Giovanni Totaro pela "originalidade da sua proposta e pela liberdade do seu gesto (...) constrói a partir de um mosaico de vidas verdadeiras, um retrato lúdico, social e político complexo no qual reconhecemos não apenas um país mas também um microcosmo da realidade em que vivemos, tanto o seu lado eufórico como incerto".
Happy Winter / Buon Inverno é um documentário que nos leva até à praia de Mondello, em Palermo na ilha mediterrânica da Sicília, onde todos os anos, no Verão, são reconstruídas mais de mil cabanas prontas para receber inúmeros banhistas que ali passam toda a temporada estival.
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Durante a Festa do Cinema Italiano é ainda atribuído através do voto dos espectadores, o Prémio do Público tendo sido Cuori Puri, de Roberto De Paolis - nomeado este ano ao David di Donatello de Realizador Revelação - a longa-metragem premiada.
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quarta-feira, 11 de abril de 2018

José Luis Carvalhosa

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1947 - 2018
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segunda-feira, 9 de abril de 2018

La Guerra dei Cafoni (2017)

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La Guerra dei Cafoni de Davide Barletti e Lorenzo Conte é uma longa-metragem italiana presente na secção competitiva da décima-primeira edição da Festa do Cinema Italiano a decorrer até ao próximo dia 12 de Abril no Cinema São Jorge, em Lisboa.
Puglia... uma era incerta. Em Torrematta os adolescentes controlam o território que se encontra dividido em dois grupos. De um lado os filhos dos ricos. Do outro os filhos dos camponeses. Não se misturam e vivem uma guerra constante de ocupação e conquista.
Num ensaio sobre a luta de classes vista sob uma nova perspectiva, os jovens de La Guerra dei Cafoni revelam uma surpreendente história sobre o poder, a opressão, a tirania e uma vontade extrema de liberdade transformando-os num único Verão nos adultos porvir.
Baseado na obra homónima de Carlo D'Amicis, La Guerra dei Cafoni apresenta logo desde os primeiros minutos toda a dinâmica desta história... começamos por observar um pai e filho que numa árdua luta pela sua sobrevivência são condenados à perda e à morte por ambicionarem um pouco mais de água de um poço que se encontra no terreno do "patrão". Esta dinâmica, rapidamente se transpõe para tempos mais recentes (ainda que não identificáveis para lá das poucas evidências que o espectador pode reter graças ao sugestivo guarda-roupa dos actores), onde os dois grupos de jovens mantém todo um jugo que se propaga pelos séculos e no qual a diferenciação de classes se mantém como um requisito para a condição social e comunitária de todos.
Assim, e num espaço ausente de presença significativa de adultos - o único que atravessa de certa forma toda esta história é o dono de um bar de praia ao qual todos recorrem ocasionalmente -, La Guerra dei Cafoni é portanto a luta de ricos em manterem o seu lugar na pirâmide social enquanto que os mais pobres desejam não o ascender nessa mesma pirâmide mas que os outros possam ser, tal como eles, menos privilegiados na mesma. De outra forma, ambos os grupos não têm qualquer objectivo real para como a ascensão ou progressão social dos menos privilegiados e aqueles que já estão no topo tão pouco pretendem ser "invadidos" por um novo conjunto de pessoas não habituados aos seus hábitos. Assim, o combate travado entre uns e outros não tem qualquer objectivo de alteração social mas sim o combate para evidenciar que essa diferença simplesmente existe.
Entre conflitos típicos de jovens pré-adolescentes que se assumem no espaço como controladores de uma qualquer ordem social - a ausência de adultos que tenham estabelecido a ordem é uma constante -, e a sua existência no mesmo como que numa penitência que lhes poderá conferir a entrada nesse tal mundo dos adultos onde poderão conhecer toda uma nova e diferente (ou não) realidade, faz deste La Guerra dei Cafoni um relato sobre as origens e a compreensão dessa diferença assim como sobre a forma como a mesma se estabelece como um qualquer pré-requisito actual de uma vontade de épocas passadas... afinal, quem estabeleceu a realidade desta diferença de classes? Alguém a compreende de facto? Alguém a poderá justificar num mundo em constante transformação? Apenas num espaço e tempo incerto resguardado das influências externas poderá essa tal "diferença" sobreviver... Em La Guerra dei Cafoni observamos que a única distracção de todas estas crianças é a praia... não existem televisões... telemóveis tão pouco (talvez ainda nem tenha chegado a sua era), os rádios não funcionam e a única máquina de pinball é rapidamente requisitada e destruída num inesperado acidente. Estando todos eles perante uma realidade que os ultrapassa para lá da única certeza que tudo está "como sempre foi", como poderão eles compreender que existe mais para lá do seu mundo se esse não faz parte do seu imaginário para lá de algumas luzes no horizonte que nem todos observam?!
Com um conjunto de interpretações dinâmicas onde se destacam os jovens Pasquale Patruno como o jovem "Francisco Marinho" por parte dos "ricos" e Letizia Pia Cartolaro como "Mela" e Donato Paterno como "Scaleno" por parte dos pobres camponeses, La Guerra dei Cafoni destaca-se ainda pela sua subtilmente constante música original da autoria de David Aaron Logan que cria uma perfeita atmosfera estival e juvenil adensada com um drama existencial de classes colocando-se como uma invulgar história de luta pelo poder na qual as suas personagens não pretendem a transformação de classes mas sim a sua eliminação pela vontade em que todos devem coexistir num espaço com recursos e direitos iguais... ainda que cada um no seu próprio espaço.
No final, e num mundo onde o desenvolvimento pessoal se faz de sacrifício e descoberta, são "Francisco Marinho" e "Mela" aqueles que despertam para uma realidade diferente... Ele, por esperar do seu espaço e daqueles que passa a admirar, uma lenta transformação que, depois, o condenam por amor... Ela, por vislumbrar ao longe uma nova realidade que, mesmo sendo incerta, poderá representar todo um novo universo de oportunidades que espera descobrir... quando as suas responsabilidades para com um jovem "Tonino" (Piero Dioniso) terminam pelo repentino amadurecimento do mesmo, a sua vida para a ser virada para si e não para a protecção do irmão mais jovem.
La Guerra dei Cafoni é assim um filme sobre a luta e percepção de classe não como uma condicionante do seu próprio ser mas como um facto adquirido de geração em geração que não se pode questionar, alterar ou negar... Até que o mundo (seu) se revela pequeno demais e o chegar "à outra margem" se impõe como uma necessidade.
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7 / 10
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domingo, 8 de abril de 2018

Shortcutz Viseu - Sessão #96

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Mais uma semana e mais uma sessão do Shortcutz Viseu - a #96 - com o habitual segmento Curtas em Competição onde serão exibidos os filmes curtos Descobrindo a Variável Perfeita, de Rafael Almeida e Carga, de Luís Campos estando os dois realizadores presentes na sessão para a apresentação das suas obras.
Ainda na sessão contaremos com o segmento Projecto Convidado que será o Desobedoc - Mostra de Cinema Insubmisso que trará para exibição o filme Babás, de Consuelo Lins (Brasil).
Desta forma, e como será habitual nesta quinta temporada do Shortcutz Viseu, o lugar para se estar nas noites de sexta-feira é o Museu Nacional Grão Vasco e, para esta sessão, no dia 13 de Abril a partir das 22 horas.
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sábado, 7 de abril de 2018

A Casa Tutti Bene (2018)

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Cá por Casa Tudo Bem de Gabriele Muccino é uma longa-metragem italiana presente na secção Panorama da décima-primeira edição da Festa do Cinema Italiano a decorrer até ao próximo dia 12 de Abril no Cinema São Jorge, em Lisboa.
Nas bodas de ouro de Pietro (Ivano Marescotti) e Alba (Stefania Sandrelli), toda a família reúne-se na ilha de Ischia na costa de Nápoles. Num encontro onde predomina a música e as conversas entre família, cedo se descobrem os pequenos grandes assuntos que ensombram as suas relações ao mesmo tempo que uma tempestade se abate sobre a região e faz desvendar todos os segredos que ninguém parece querer revelar.
Como em todas as relações familiares, também nesta existe todo um conjunto de assuntos e momentos que se ocultam nas dinâmicas entre os seus membros. As traições, a falta de amor, a idade adulta que começa a distanciar aqueles que outrora foram próximos ou, até mesmo, as dificuldades financeiras como um prenúncio de um qualquer falhanço naqueles que por ela passam. Gabriele Muccino e Paolo Costella assinam então o argumento de A Casa Tutti Bene transformando-o numa história moderna sobre uma família tradicional na medida em que recupera os velhos valores de união e respeito pela instituição familiar mas, ao mesmo tempo, revelando-a como um espaço de segurança sim... mas que solidifica também a sua inserção num mundo diferente daquele tido no seu núcleo aproximando-o, dessa forma, de toda uma dinâmica deste século XXI onde a paciência e a dedicação àqueles que partilham o mesmo sangue não é tão intensa como a esperada e onde cada um vive os seus próprios problemas.
Do adultério à falta de amor, das aparências às famílias desfeitas, aquilo que acaba por ser revelado em A Casa Tutti Bene é que a própria instituição familiar pode sair abalada de todos aqueles silêncios que se revelam como pequenos mas que com o tempo e com o desgaste se tornam grandes elefantes na sala sobre os quais ninguém quer falar - lugar comum à parte -, e que condicionam não só a dinâmica entre os vários membros da família como principalmente dentro do próprio "eu" individual que assume uma constante representação para com os demais ao ponto de (por vezes) poder ser insuportável. Esta dinâmica revela-se na longa-metragem de Gabriele Muccino quando o espectador observa os comportamentos e as relações familiares - por exemplo - à mesa onde os silêncios se acentuam, onde as revelações se ocultam e sobretudo nas assumidas trocas de olhares que comunicam mais do que qualquer conversa que se possa ter. É então que se compreende que a própria casa que a tanto já assistiu e que, na mesma medida, tanto já ocultou, que se descobrem conversas perdidas, silêncios confirmados, histórias recuperadas e uma constante nostalgia naqueles que partilharam, em tempos, aquele espaço ao qual agora regressam fazendo deslindar toda a alma do próprio espaço que se assume como uma personagem não oculta mas, ao mesmo tempo, não necessariamente confirmada.
É ali, fechados naquele espaço que, numa única noite, se descobrem todas as histórias individuais, todos os lamentos, todas as dores, sofrimentos e preocupações revelando, já bem perto do final, que ao observá-la - à casa - vazia, se compreende a sua verdadeira alma, as suas memórias e sons fundidos em cada um daqueles que por ela passaram e, por esse mesmo motivo, acaba por ser o renascer de uma dor constante ao confirmarem que o seu regresso àquele espaço não é tanto um regresso às origens mas sim às recordações que não poderão voltar a viver.
Sempre com um toque de comédia trágica ou drama cómico, A Casa Tutti Bene vive com as inspiradas interpretações de Pierfrancesco Favino, Stefano Accorsi, Claudia Gerini, Carolina Crescentini ou Valeria Solarino entre tantos outros que se revelam como portadoras de toda uma intensa história pessoal - das suas personagens - e que, no geral, não só contribuem para esta dramatização como, ao mesmo tempo, também se transformam num seu elemento mais frágil na medida em que o espectador espera descobrir mais sobre cada um deles não tendo, no entanto, mais do que aquela pequena revelação sobre a dinâmica entre personagens e não tanto sobre os dramas individuais de cada um deles.
Descontraído de uma forma geral mas com um acentuado toque melancólico, A Casa Tutti Bene leva a que o espectador reflicta sobre a sua própria família, sobre o seu passado e sobre os seus lugares partilhados para a compreensão única que nem tudo é (foi) perfeito mas que cada uma daquelas pessoas e cada um daqueles espaços contribuiu de forma determinante para a realidade que hoje cada um de nós vive e experimenta diariamente.
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6 / 10
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Gatta Cenerentola (2017)

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Gata Cinderela de Ivan Cappiello, Marino Guarnieri, Alessandro Rak e Dario Sansone é uma longa-metragem italiana de animação presente na secção Panorama Especial da décima-primeira edição da Festa do Cinema Italiano a decorrer em Lisboa até ao próximo dia 12 de Abril no Cinema São Jorge.
Nápoles. Um futuro incerto. Num navio no porto da cidade é construído o Polo da Ciência e da Memória e o magnata Vittorio Basile (voz de Mariano Riggillo) tem um casamento marcado com Angelica Carannante (voz de Maria Pia Calzone). No entanto, Angelica tem os seus próprios planos com Salvatore Lo Giusto (voz de Massimiliano Gallo) numa história que cruza a criminalidade e um futuro ao estilo de Blade Runner tendo como pano de fundo uma das mais intensas histórias de amor romântico do cinema de animação.
Com um argumento da autoria dos realizadores em colaboração com Marianna Garofalo, Corrado Morra e Italo Scialdone, Gatta Cenerentola é uma surpreendente - mas com um potencial ainda por explorar - história de animação que mescla vários estilos cinematográficos. Se por um lado temos a Nápoles criminal que se reúne num navio no porto da cidade e onde todos os opositores ao novo mestre do crime são matematicamente eliminados no porão do mesmo num estilo muito próximo daquele que temos em vários filmes de ficção do género saltando imediatamente à memória Gomorra (2009), de Matteo Garrone não deixa de ser real a imediata relação que o espectador estabelece com Blade Runner (1982), de Ridley Scott onde todo um universo futurista se funde com as marcas do passado e onde as memórias ganham forma unindo aqueles que então vivem às suas origens e fundações. Ao mesmo tempo, é indissociável desta história a sua base, ou seja, a directa relação que existe com a história da Cinderella (1950) onde uma jovem princesa - aqui filha do dono de um vasto império económico - se vê refém de uma violenta madrasta e suas filhas sedentas de se apropriar desse mesmo império.
Longe de encontrar aqui uma história de crianças, Gatta Cenerentola é sim um relato violento sobre o mundo do crime - as ligações às máfias são, aliás, uma constante - e os seus tentáculos que tolhe na sua rede todos aqueles que se põem no seu caminho em nome de uma crescente vontade e sede de poder. Sem escrúpulos ou qualquer piedade, estas personagens protagonistas - "Angelica" e "Salvatore" - primam pelos requintes de malvadez com que actuam e pactuam, deixando todo um rasto de vítimas que o espectador apenas levemente (re)conhece num dos seus segmentos, e que fazem do próprio historial da cidade de Nápoles o palco não tão oculto desse ritual misturando passado, presente e este futuro distópico num ciclo que não afasta este imaginário do crime da própria cidade da Campânia.
No entanto, e como em todos os filmes de animação, Gatta Cenerentola não esquece a sua personagem "principal" na silenciosa "Cinderela" que se assume como uma especial vingadora ao estilo de "Beatrice Kiddo" de Kill Bill (2003) depois de todo um percurso semi-ausente como uma esperada vítima fechada numa prisão decadente de metal onde as sombras e as memórias se misturam como que fantasmas que percorrem o presente daqueles que resistem. E como a todas as princesas se apresenta um príncipe ou cavaleiro andante, também aqui o encontramos em "Primo Gemito" (voz de Alessandro Gassman), guardião de "Cinderela" em criança e seu salvador quando se reencontram mais de uma década depois.
Intenso e original é, no entanto, a curta duração de Gatta Cenerentola - pouco mais de noventa minutos - que deixa o espectador com alguma desilusão na medida em que todo este imaginário poderia catapultar mais este argumento - não bastasse, por exemplo, a fundição de todos os géneros anteriormente mencionados -, transformando-o e explorando todas estas dinâmicas... quer a futurista, quer o clássica e mesmo a da criminalidade que, no final, é aquela que se torna mais presente. Uma das fortes apostas do cinema transalpino, Gatta Cenerentola é uma franca e importante aposta do cinema de animação do país premiado este ano não só pela Academia Italiana de Cinema como também foi o grande vencedor do MONSTRA - Festival Internacional de Cinema de Animação de Lisboa e a prova de que o género não é só para crianças.
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7 / 10
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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Isao Takahata

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1935 - 2018
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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Sicilian Ghost Story (2017)

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O Fantasma da Sicília de Fabio Grassadonia e Antonio Piazza é uma longa-metragem italiana que abriu a décima-primeira edição da Festa do Cinema Italiano a decorrer em Lisboa até ao próximo dia 12 de Abril no Cinema São Jorge, em Lisboa.
Numa pequena localidade siciliana o jovem Giuseppe (Gaetano Fernandez) de treze anos desaparece. Luna (Julia Jedlikowska), uma colega de escola e sua apaixonada recusa aceitar o estranho silêncio que está em torno deste misterioso desaparecimento. Nunca se resignando com a situação e vivendo o desespero de um primeiro amor desaparecido, Luna deixa-se embrenhar numa aura de conto assombrado que a levará às profundezas da sua alma e da Sicília profunda onde nem tudo é como aparenta.
A dupla Grassadonia e Piazza que também escreveu o argumento deste filme a partir da obra de Marco Mancassola, cria uma história que une inúmeros elementos numa única obra... Do conto fantástico à obra de clássica sem esquecer a caracterização do meio e um relato da vida da ilha mediterrânica e até mesmo aquele de um romance anunciado, Sicilian Ghost Story é uma surpreendente história que cativa o espectador não só pela incerteza do seu desfecho como também pela própria capacidade de misturar géneros e pequenos elementos que o fazem supôr estar perante uma obra mística e, ao mesmo tempo, assombrosa.
Tudo começa com a imagem de uma vida aparentemente banal de duas crianças que, na pré-adolescência, descobrem o primeiro amor romântico muito ao estilo de um Romeu e Julieta shakespearianos incluindo a própria disputa familiar. No entanto, aqui não temos nem Montesquio's nem Capuletto's mas sim o panorama de uma Sicília adormecida pelas investidas da Mafia que cobra as suas dívidas quer seja com dinheiro ou até mesmo com as vidas humanas daqueles que interferem no seu caminho. Ao estilo de fábula mitológica - onde os animais têm toda uma muito própria simbologia -, Sicilian Ghost Story não se esquece de pequenos elementos dos contos Grimm entregando toda a dinâmica desta narrativa a espaços exímios como uma gruta (aqui "encorpadas" pela cave da casa de "Luna" como também pelo casebre em que "Giuseppe" está detido) e também à floresta, elemento fulcral das histórias dos irmãos germânicos e aqui centro de toda um conto que não cabe apenas à imaginação de um qualquer contador de histórias. A floresta, ponto de encontro entre os dois jovens, centro do seu desaparecimento e de igual rendição da jovem "Luna" que nela encontra não só a forma de expiar os seus pensamentos como também de forma primordial de voltar a encontrar o seu amor, acaba por se transformar num terceiro elemento "vivo" de uma história que anuncia um fim indesejado. A floresta é, aliás, o habitat que irá "prender" o jovem assim como aquele em que inicialmente o espectador compreende que ambos estão a ser observados e no qual encontram o seu primeiro "lobo" na imagem de um perigoso cão que, mais tarde na acção, irá revelar não tê-los encontrado... por acaso.
Mais, os dois jovens que experimentam por um breve período um amor que parece não ser desejado pela comunidade familiar, encontram nos mesmos os seus mais fortes opositores (na mãe de "Luna" e no pai de "Giuseppe"), que preferem proibir a relação, negar os acontecimentos e ocultar as falhas e as ausências em nome de uma tranquilidade que não só não vivem como toda a comunidade sente involuntariamente ameaçada quando se percebe (no silêncio) que tudo pode voltar a acontecer... a qualquer um. Mas, como todos os amores proibidos, também o de "Luna" e de "Giuseppe" irá resistir contra as adversidades e mesmo não tendo o final esperado - para o espectador -, existe sempre a certeza de que perdura algo na sua memória (e daqueles que lhe sobrevivem) a certeza de que o seu mundo, ou a imagem de que dele tinham, irá ser radicalmente diferente do que aquela tida antes do seu universo ser danificado.
Sem nunca revelar nada dos seus pequenos mundos - conto, mitologia, realidade e mesmo romance - Sicilian Ghost Story consegue cativar pela mescla destes ambientes e a dupla Grassadonia e Piazza nunca declaram abertamente qual o estilo em que esta se pretende inserir deixando ao espectador a liberdade de se identificar com esta história através de qualquer uma destas realidades. Existirão aqueles que olham para esta história como uma história de amor não cumprido (tal como a já referida obra de Shakespeare), outros que a irão acompanhar como um relato escondido de uma realidade siciliana aqui vivida pela experiência de duas crianças que, no fundo, chegam à idade adulta cedo demais (ou talvez não), e outros ainda que se irão concentrar na simbologia, mitologia e dinâmica de conto popular presente ao longo deste conto moderno.
Sicilian Ghost Story é assim uma experiência vivida de diversas formas independentes apenas adequadas à realidade de cada um dos seus espectadores. No entanto, a realidade escondida por detrás de todas estas vertentes é apenas uma... a história de uma perda onde todos os intervenientes são vítimas de uma vida colhida por uma realidade criminal longe de ser extinta... A histórias de dois jovens que não podem ver o seu primeiro amor cumprido, de pais incapazes de amar uma filha e de outros que não podem chorar e fazer o luto dos seus abertamente sem esquecer que o suposto lado "correcto" da lei está, também ele, preso a dilemas e dicotomias de poder que os impedem de fazer o tal braço da lei agir em conformidade com as situações mantendo-se, de uma forma geral, como um mero fantoche de uma realidade que os ultrapassa. Mas, se todos estes elementos cativam o espectador que olha para esta longa-metragem como um objecto artístico diferente do normal - na medida em que todos estes elementos não estão, regra geral, uniformizados numa única história -, é toda a sua vertente mística que acaba por prevalecer. De um lado temos todo o ambiente negro dessa suposta passagem para a adolescência incorporada por um elemento natural (a floresta), que poderia representar o seu amor proibido (pela forma como se apresenta assustadora) mas, no entanto, cedo o espectador irá perceber que este é um símbolo sim, mas da interrupção desse amor (realidade) na medida em que toda a sua convivência está a ser observada e ameaçada por elementos exteriores e muito maiores do que aquilo que eles poderiam suspeitar. Assim, é toda esta atmosfera natural, na qual se inserem os próprios animais... o cão como um lobo predador ou mocho como o símbolo de uma revelação intelectual superior..., que se destaca em Sicilian Ghost Story... uma história siciliana (de facto) onde os fantasmas são representados pelos medos, pelas incertezas e pelos silêncios que perduram e persistem nas vidas de uma comunidade que não ousa passar para lá de um limite que lhes fora imposto mantendo-se subserviente a uma realidade que está instalada e da qual se ousa obter uma liberdade apenas em pensamento... e mesmo esse, pode trazer os seus riscos.
Com uma fenomenal direcção de fotografia de Luca Bigazzi - nomeada ao David da Academia Italiana de Cinema -, Sicilian Ghost Story poderá facilmente ser o mais bem sucedido representante de conto gótico moderno que se afirma pelas suas sombras, inuendos e contornos agrestes ilustrativos de uma sociedade (e comunidade) fechada sobre si próprio e ausente dessa tal liberdade que perspectiva outros mundos e realidades mas que, pelo poder de uma imaginação, e aqui do amor de duas crianças, pode encontrar essa forma de escapar conferindo-lhes, ainda que timidamente, uma esperança que poucos ousam alcançar.
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8 / 10
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Soon-Tek Oh

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1943 - 2018
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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Susan Anspach

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1942 - 2018
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domingo, 1 de abril de 2018

Prémios Áquila 2018: os nomeados

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Foram anunciados os nomeados para a quarta edição dos Prémios Áquila nas categorias de Cinema e Televisão. Entre os nomeados encontram-se alguns dos êxitos do pequeno e do grande ecrã destacando Al Berto, de Vicente Alves do Ó com sete nomeações.
São os nomeados:
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Cinema
Melhor Filme
Al Berto, de Vicente Alves do Ó
Índice Médio de Felicidade, de Joaquim Leitão
La Mort de Louix XIV, de Albert Serra
São Jorge, de Marco Martins
Zeus, de Paulo Filipe Monteiro
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Melhor Realização
Pedro Pinho, A Fábrica de Nada
João Canijo, Fátima
Joaquim Leitão, Índice Médio de Felicidade
Marco Martins, São Jorge
Paulo Filipe Monteiro, Zeus
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Melhor Actor Principal
Miguel Borges, Uma Vida à Espera
Sinde Filipe, Zeus
Nuno Lopes, São Jorge
Ricardo Teixeira, Al Berto
Anton Yelchin, Porto
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Melhor Actriz Principal
Maria João Abreu, A Mãe é que Sabe
Carla Galvão, A Fábrica de Nada
Dânia Neto, Perdidos
Joana Pais de Brito, A Mãe é que Sabe
Matilde Serrão, Jacinta
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Melhor Actor Secundário
Miguel Cunha, Zeus
Adriano Luz, São Jorge
Carlos Oliveira, Al Berto
José Pimentão, Al Berto
João Villas-Boas, Al Berto
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Melhor Actriz Secundária
Margarida Carpinteiro, A Mãe é que Sabe
Lia Gama, Índice Médio de Felicidade
Paula Lobo Antunes, Jacinta
Rita Loureiro, Al Berto
Catarina Wallenstein, Peregrinação
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Melhor Argumento
Al Berto, Vicente Alves do Ó
Índice Médio de Felicidade, David Machado e Tiago R. Santos
La Mort de Louis XIV, Thierry Lounas e Albert Serra
Uma Vida à Espera, Frederico Pombares
Zeus, Paulo Filipe Monteiro
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Televisão
Melhor Série
A Família Ventura
Filha da Lei
Madre Paula
Sim, Chef!
Vidago Palace
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Melhor Telenovela
Espelho d'Água
A Herdeira
Jogo Duplo
Ouro Verde
Paixão
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Melhor Actor Principal
Renato Godinho, Espelho d'Água
Pedro Lamares, A Herdeira
Diogo Martins, Sim, Chef!
Diogo Morgado, Ouro Verde
José Raposo, País Irmão
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Melhor Actriz Principal
Maria João Bastos, País Irmão
Luísa Cruz, Espelho d'Água
Alexandra Lencastre, A Herdeira
Anabela Moreia, Filha da Lei
Joana Ribeiro, Madre Paula
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Melhor Actor Secundário
Tomás Alves, A Família Ventura
João Baptista, Filha da Lei
Pedro Barroso, Vidago Palace
José Mata, Paixão
Elmano Sancho, Filha da Lei
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Melhor Actriz Secundária
Carla Andrino, O Ministério do Tempo
Manuela Couto, Jogo Duplo
Lídia Franco, Espelho d'Água
Margarida Marinho, Vidago Palace
Joana Seixas, A Família Ventura
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Melhor Canção Original ou Adaptada
"O Meu Lugar", de Amor Electro, Espelho d'Água
"Bang", de Ella Nor, Jogo Duplo
"I Need This Girl", de Virgul, Ouro Verde
"Paixão", de HMB, Paixão
"Haja o que Houver", de Madredeus, O Sábio
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Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 1 de Maio no Canal Cinemundo.
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Steven Bochco

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1943 - 2018
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Michel Sénéchal

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1927 - 2018
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sexta-feira, 30 de março de 2018

Bill Maynard

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1928 - 2018
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quinta-feira, 29 de março de 2018

Prémios Fantastic 2018: os vencedores

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O site Fantastic anunciou há momentos os vencedores dos seus troféus anuais nas áreas de Televisão e Cinema nas mais diversas categorias.
Aqui ficam os vencedores nas áreas de ficção de Cinema e Televisão:
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Cinema
Filme: O Fim da Inocência, de Joaquim Leitão
Curta-Metragem: Tudo o que Imagino, de Leonor Noivo
Realização: João Botelho, Peregrinação
Actor - Longa-Metragem: Afonso Pimentel, Perdidos
Actriz - Longa-Metragem: Gabriela Barros, Al Berto
Actor - Curta-Metragem: Duarte Gomes, Hei-de Morrer Onde Nasci
Actriz - Curta-Metragem: Júlia Palha, Coelho Mau
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Televisão
Telenovela: A Herdeira (TVI)
Série, Mini-Série ou Telefilme: Jacinta, de Jorge Paixão da Costa
Actor em Telenovela: Pedro Barroso, A Herdeira
Actor em Série: Filipe Vargas, Madre Paula
Actriz em Telenovela: Kelly Bailey, A Herdeira
Actriz em Série: Joana Ribeiro, Madre Paula
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terça-feira, 27 de março de 2018

Stéphane Audran

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1932 - 2018
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IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente 2018: Competição Nacional

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Foram divulgadas as longas e curtas-metragens que farão parte da selecção oficial nacional da décima-quinta edição do IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente que irá decorrer na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinema Ideal, Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema e na Biblioteca Palácio Galveias.
São as obras seleccionadas:
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Longas-Metragens
Bostofrio, Où le Ciel Rejoint la Terre, de Paulo Carneiro
Drvo - A Árvore, de André Gil Mata
Mariphasa, de Sandro Aguilar
Our Madness, de João Viana
Tempo Comum, de Susana Nobre

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Curtas-Metragens
Amor, Avenidas Novas, de Duarte Coimbra
Anjo, de Miguel Nunes
A Barriga de Mariana, de Frederico Mesquita
Fortuna, de Miguel Tavares
The Great Attractor, de Rita Figueiredo
Histórias de Fantasmas, de Carlos Pereira
Instruções Para Uma Revolução, de Tiago Rosa-Rosso
Mapa-Esquisito, de Jorge Vaz Gomes
Os Mortos, de Gonçalo Robalo
Num País Estrangeiro, de Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman
Russa, de João Salaviza
Self Destructive Boys, de André Santos e Marco Leão
Sleepwalk, de Filipe Melo
Sombra Luminosa, de Francisco Queimadela e Mariana Caló
Via, de Maria Ferreira
War of the Worlds, de Manuel Brito
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O IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente irá decorrer nas já referidas salas de Lisboa entre os próximos dias 26 de Abril e 6 de Maio.
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segunda-feira, 26 de março de 2018

Shortcutz Viseu - Sessão #95

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O Shortcutz Viseu está finalmente de regresso com a sua Sessão #95 e agora com nova casa no Museu Grão Vasco.
No habitual segmento de Curtas em Competição, o novo ano do Shortcutz Viseu abre com Macabre, de Jerónimo Ribeiro Rocha e João Miguel Real e ainda A Tocadora, de Joana Imaginário estando os três realizadores presentes na sessão para a apresentação dos seus filmes.
Como Projecto Convidado estará ainda presente o Cinemax - programa semanal de cinema curto na RTP2 - com a presença de Tiago Fernandes Alves, jornalista e apresentador do mesmo. Nesta secção será ainda apresentado o filme curto Sol Branco, de Cristèle Alves Meira.
Assim, e para aquelas que são as melhores sessões de cinema em formato curto, o Museu Grão Vasco, em Viseu abrirá as suas portas no próximo dia 30 de Março pelas 22 horas.
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Sophia 2018: os vencedores

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Foram revelados esta noite numa cerimónia realizada no Casino Estoril, os vencedores dos Sophia atribuídos anualmente pela Academia Portuguesa de Cinema. São Jorge, de Marco Martins foi o grande vencedor ao arrecadar sete dos quatorze troféus para os quais estava nomeado, entre os quais os de Melhor Filme, Realizador, Actor e Argumento Original.
São os vencedores:
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Filme: São Jorge, de Marco Martins
Documentário: Nos Interstícios da Realidade ou o Cinema de António de Macedo, de João Monteiro
Curta-Metragem de Ficção: Coelho Mau, de Carlos Conceição
Documentário - Curta-Metragem: O Homem Eterno, de Luís Costa
Curta-Metragem de Animação: A Gruta de Darwin, de Joana Toste
Sophia Estudante: Snooze, de Dinis Leal Machado (ESMAD)
Série/Telefilme: Madre Paula
Realização: Marco Martins, São Jorge
Actor: Nuno Lopes, São Jorge
Actriz: Rita Blanco, Fátima
Actor Secundário: José Raposo, São Jorge
Actriz Secundária: Isabel Abreu, Uma Vida à Espera
Argumento Original: São Jorge, Ricardo Adolfo e Marco Martins
Argumento Adaptado: A Fábrica de Nada, Pedro Pinho, Luísa Homem, Leonor Noivo e Tiago Hespanha
Montagem: A Fábrica de Nada, Cláudia Oliveira, Edgar Feldman e Luísa Homem
Fotografia: São Jorge, Carlos Lopes
Música Original: Ornamento e Crime, Rita Redshoes e The Legendary Tigerman
Canção Original: "Fim", de Lúcia Moniz (letra e música), Uma Vida à Espera
Som: Al Berto, Pedro Melo, Elsa Ferreira e Branko Neskov
Direcção de Arte: São Jorge, Wayne dos Santos
Guarda-Roupa: Peregrinação, Sílvia Grabowski
Maquilhagem e Cabelos: Peregrinação, Rita Castro e Felipe Muiron
Efeitos Especiais / Caracterização: Peregrinação, Nuno Esteves "Blue"
Carreira: Artur Correia, Lauro António e Ana Lorena
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Sophia 2018: Filme

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São Jorge, Maria João Mayer e François d'Artemare
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Sophia 2018: Realização

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Marco Martins, São Jorge
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Sophia 2018: Série ou Telefilme

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Madre Paula, de Rita Runes e Tiago Alvarez Marques
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Sophia 2018: Actriz

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Rita Blanco, Fátima
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Sophia 2018: Argumento Adaptado

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A Fábrica de Nada, Pedro Pinho, Luísa Homem, Leonor Noivo e Tiago Hespanha
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Sophia 2018: Argumento Original

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São Jorge, Ricardo Adolfo e Marco Martins
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Sophia 2018: Efeitos Especiais / Caracterização

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Peregrinação, Nuno Esteves "Blue"
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