segunda-feira, 24 de julho de 2017

First Response (2015)

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Resposta Rápida de Philippe Gagnon é um telefilme canadiano recentemente exibido num canal de televisão nacional que centra a sua acção nas horas em que Gerry (Kristopher Turner) e Camilla (Dania Ramirez), dois paramédicos, são detidos contra vontade por Austin (Joris Jarsky) e Dermot (Adam Butcher), dois vulgares criminosos depois de um último golpe que correu mal.
Contrariamente ao que normalmente acontece com este género de telefilme menos conhecidos do grande público, o argumento de Doug Barber a James Phillips para First Response consegue manter o espectador em suspenso (e suspense) sobre os destinos dos dois paramédicos que são apanhados numa situação fora do seu ambiente natural colocando-os naquele sempre eterno dilema do "lugar errado à hora errada".
Se os primeiros instantes desta história parecem levar o seu público para uma habitual história de algum tiroteio e discursos banalizados, rapidamente o espectador compreende que existe um pouco mais a revelar não só sobre esta história - ainda que com os seus lugares comuns - e principalmente sobre as suas personagens que nem sempre são aquilo que aparentam. Num mundo onde a inocência não abunda e onde todos têm um passado que pretendem ver esquecido, First Response acaba por desmistificar não a ideia de que ninguém é inocente mas sim um certo paradigma de que as escolhas individuais - em momentos de uma aparente crise - não só revelam o carácter de cada um como, muito particularmente, a noção de que por detrás de um rosto podem esconder-se muitas identidades.
Não sendo o tradicional road-movie pois, afinal não existe nenhuma viagem pelo interior profundo de um país que revela as personalidades daqueles que nela embarcam, First Response consegue manter alguma dessa verve na medida em que tudo se descobre sobre as vidas daquelas quatro personagens que partilham uma pequena viagem no interior de uma ambulância. Entre vítimas e agressores, salvadores de vidas e criminosos, todos encontram uma função específica dentro daquele espaço e, à medida que o tempo avança, sem perderem a sua característica individual todos, sem excepção, acabam por se modelar às circunstâncias e revelar um pouco mais ou dos seus demónios ou do próprio "demónio" que tão habilmente conseguiram - até então - esconder.
Diverso na construção das suas personagens, interessante pela abordagem e surpresa que confere ao seu argumento mas sobretudo dinâmico na junção destes elementos, First Response consegue fazer elevar as suas personagens graças a dinâmicas interpretações dos seus actores muito em particular de Joris Jarsky como "Austin Hayes", um criminoso vulgar que sobressai pelo seu aspecto rude e linguagem mais ameaçadora mas que aos poucos revela uma inesperada conduta moral não tão diferente da maioria de nós - excepção seja feita ao lado criminal claro está - que se rege por um conjunto de valores que poderia facilmente ser manifestado por qualquer pessoa que tende a proteger o seu círculo primário de influência e ter por perto aqueles com quem partilha laços afectivos mais distintos.
Sem grandes efeitos - e eventualmente também sem um orçamento muito elevado - First Response é o tal improvável telefilme que se distingue dos demais pela qualidade e simplicidade com que se deixa construir e não sendo um daqueles filmes que recordamos anos depois, consegue manter-se vivo e seguro no "seu" lugar por toda uma conjunção de elementos de produção que, sem expectativas, o tornaram num filme capaz de mostrar qualidade e, através dela, manter o seu público interessado do início ao final.
Agradável para um bom final de tarde, First Response não deixará indiferente o seu público. Pelo contrário, deixa ainda "no ar" a sugestão de que com um maior orçamento poderia ter sido aquele filme de construção de personagens para o qual estaríamos atentos.
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5 / 10
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domingo, 23 de julho de 2017

Hans Hurch

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1952 - 2017
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sábado, 22 de julho de 2017

Horácio Manuel

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- 2017
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Premios Platino del Cine Iberoamericano 2017: os vencedores

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Foram hoje anunciados os vencedores dos Premios Platino del Cine Iberoamericano numa gala que se realizou em Madrid. Os Platino que se destinam a premiar o último ano cinematográfico da América Latina e Península Ibérica destacou A Monster Calls, de Juan Antonio Bayona com quatro troféus declarando, no entanto El Ciudadano Ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat como o Melhor Filme do Ano arrecadando ainda os troféus de Actor e Argumento.
São os vencedores:
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Filme: El Ciudadano Ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat
Primeira Obra: Desde Allá, de Lorenzo Vigas
Documentário: 2016. Nacido en Síria, de Hernán Zin
Filme de Animação: Psiconautas, los Niños Olvidados, de Pedro Rivero e Alberto Vázquez
Premio al Cine y Educación en Valores: Esteban, de Jonal Cosculluela
Mini-Série ou Tele-Série Cinematográfica: Cuatro Estaciones en La Habana (Cuba/Espanha)
Realizador: Pedro Almodóvar, Julieta
Interpretação Masculina: Óscar Martínez, El Ciudadano Ilustre
Interpretação Feminina: Sónia Braga, Aquarius
Argumento: El Ciudadano Ilustre, Andrés Duprat
Montagem: A Monster Calls, Bernat Vilaplana e Jaume Martí
Fotografia: A Monster Calls, Óscar Faura
Música Original: Julieta, Alberto Iglésias
Som: A Monster Calls, Peter Glossop, Oriol Tarragó e Marc Orts
Direcção Artística: A Monster Calls, Eugenio Caballero
Platino de Honor: Edward J. Olmos
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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Deborah Watling

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1948 - 2017
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John Heard

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1945 - 2017
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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Claude Rich

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1929 - 2017
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Chester Bennington

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1976 - 2017
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terça-feira, 18 de julho de 2017

MOTELx 2017: seleccionadas para Melhor Curta-Metragem Portuguesa de Terror

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O MOTELx - Festival Internacional de Terror de Lisboa que irá decorrer no Cinema São Jorge, Cinemateca Júnior e Teatro Tivoli - BBVA no próximo mês de Setembro divulgou esta noite as curtas-metragens de terror portuguesa seleccionadas para competição no festival.
São elas:
  • #blessed, de Diogo Lopes
  • O Candeeiro - Um Filme à Luz de Lisboa, de Henrique Costa e Hugo Passarinho
  • Carga, de Luís Campos
  • Depois do Silêncio, de Guilherme Daniel
  • Entelekheia, de Hugo Malainho
  • A Instalação do Medo, de Ricardo Leite
  • Mãe Querida, de João Silva Santos
  • Revenge Porn, de Guilherme Trindade
  • Thursday Night, de Gonçalo Almeida
Entre os anteriores vencedores deste prémio encontram-se, por exemplo, O Coveiro, de André Gil Mata ou Pela Boca Morre o Peixe, de João P. Nunes.
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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Festival Internacional de Curtas-Metragens de Vila do Conde 2017: os vencedores

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Competição Internacional
Grande Prémio de Melhor Filme: Farpões Baldios, de Marta Mateus
Ficção: Les Îles, de Yann Gonzalez
Documentário: O Peixe, de Jonathas de Andrade
Animação: My Burden, de Niki Lindroth Von Bahr
Curta-Metragem Europeia - Nomeação EFA: Los Desheredados, de Laura Ferrés
Prémio do Público: Retouch, de Kaveh Mazaheri
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Competição Nacional
Filme: Où en Êtes-Vous, de João Pedro Rodrigues
Realizador: Gabriel Abrantes, Os Humores Artificiais
Prémio do Público: Surpresa, de Paulo Patrício
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Competição Experimental
Filme: From Source to Poem, de Rosa Barba
Menção Honrosa: Fajr, de Lois Patiño
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Competição Curtinhas
Prémio Mar Shopping - Filme: Revolting Rhymes, Part One, de Jakob Schuh e Jan Lachauer
Menção Honrosa (maiores de 3 anos): Jubilee, de Coralie Soudet, Charlotte Piogé, Marion Duvert, Marion El Kadiri e Agathe Marmion
Menção Honrosa (maiores de 6 anos): Lost in Spring, de Fred Leao Prado Wall
Menção Honrosa (maiores de 9 anos): Mindenki, de Kristof Deak
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Competição Videos Musicais
Video Musical: Old Habits - Minta & the Brook Trout, de João Nicolau
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Competição Take One!
Prémio IPDJ - Smiling - Agência da Curta-Metragem - RESTART: De Gente se Fez História, de Inês Pinto Vila Cova
Prémio Kino Sound Studio - Realizador: Ricardo Pinto de Magalhães, Delphine Aprisionada
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domingo, 16 de julho de 2017

Martin Landau

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1928 - 2017
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George Romero

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1940 - 2017
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quinta-feira, 13 de julho de 2017

John Bernecker

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1984 - 2017
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ariel - Academia Mexicana de Cinema 2017: os vencedores

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Foram anunciados na passada noite no Palacio de Bellas Artes, na Cidade do México, os vencedores dos Ariel, prémios atribuídos anualmente pela Academia Mexicana de Cinema. La 4ª Compañia, de Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola foi anunciado como o grande vencedor da noite arrecadando um total de nove troféus incluindo Melhor Filme e Melhor Actor.
São os vencedores:
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Filme: La 4ª Compañía, de Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola
Primeira Obra: El Sueño del Mara'Akame, de Federico Cecchetti
Documentário: Tempestad, de Tatiana Huezo
Filme Ibero-Americano: El Ciudadano Ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat (Argentina) e Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (Brasil)
Curta-Metragem de Ficção: El Ocaso de Juan, de Omar Deneb Juárez
Documentário - Curta-Metragem: Aurelia y Pedro, de Omar Robles e José Permar
Curta-Metragem de Animação: Los Aeronautas, de León Rodrigo Fernández
Realizador: Tatiana Huezo, Tempestad
Actor: Adrián Ladrón, La 4ª Compañía e José Carlos Ruíz, Almacenados
Actriz: Verónica Langer, La Caridad
Actor do Elenco: Hernán Mendoza, La 4ª Compañía
Actriz do Elenco: Martha Claudia Moreno, Distancias Cortas
Actor Secundário: Hoze Alberto Meléndez, Almacenados
Actriz Secundária: Adriana Paz, La Caridad
Revelação Masculina: Paco de la Fuente, El Alien y Yo
Revelação Feminina: María Evoli, Tenemos la Carne
Argumento Original: Maquinaria Panamericana, Joaquín del Paso e Lucy Pawlak
Argumento Adaptado: Almacenados, David Desola
Montagem: La 4ª Compañía, Mitzi Vanessa Arreola, Francisco X. Rivera e Camilo Abadía
Fotografia: Tempestad, Ernesto Pardo
Música Original: El Sueño del Mara'Akame, Emiliano Motta
Som: La 4ª Compañía, Javier Umpierrez, Isabel Muñoz, Jaime Baksht e Michelle Couttolenc e Tempestad, Federico González Jordán, Lena Esquenazi e Carlos Cortés
Direcção Artística: La 4ª Compañía, Jay Aroesty e Carlos Cosío
Guarda-Roupa: La 4ª Compañía, Bertha Romero e José Guadalupe López
Caracterização: La 4ª Compañía, Carla Tinoco e Alfredo García
Efeitos Especiais: La 4ª Compañía, Luis Eduardo Ambriz
Efeitos Visuais: La 4ª Compañía, Ricardo Robles
Ariel de Oro - Carreira: Isla Vega e Lucero Isaac
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Mommy's Little Murderer (2016)

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Mommy's Little Murderer de Curtis Crawford é um telefilme canadiano cujo argumento da autoria de  Mark Sanderson e Christine Conradt - baseado na obra homónima desta última - centra a sua dinâmica em torno de Sadie (Emma Hentschel), uma jovem menina que cresce afastada da sua mãe num lar onde é privada de amor e atenção sendo que, mais tarde, irá opôr-se a todos aqueles que julga tentarem prejudicar a sua relação com a nova família.
Os momentos iniciais desta história levam o espectador a criar uma breve empatia com esta jovem que, percebe, ser vítima de um conjunto de abusos físicos e sobretudo psicológicos por parte daqueles que estariam - em teoria - no seu círculo primário de desenvolvimento... a família. Afastada de uma mãe que tenta recuperar a sua vida após uma trágica perda e tendo como único modelo de desenvolvimento a tirania de família que vê nela um problema e um obstáculo, "Sadie" desenvolve competências de uma sociopatia violenta levando-a a pisar a fronteira que separa a lucidez de alguém em constante risco de abraçar uma loucura latente.
Se o argumento até este momento parece ser interessante ao explorar a dinâmica da doença mental infantil bem como os comportamentos atípicos de uma criança que se espera com um desenvolvimento social tradicional de interacção e cumplicidade com os seus pares, a realidade é que esta abordagem termina quando percebemos que a personagem interpretada pela jovem Emma Hentschel cedo se transforma numa assassina implacável de quem ninguém desconfia ou tão pouco teme. Sem questões aparentes por parte de quem a rodeia neste que é o seu (agora) lar tradicional e amistoso, a jovem entra numa espiral de livre violência difícil de ser travada. Mommy's Little Murderer dificulta ainda mais a sua credibilidade quando, sem aparente justificação, esta jovem parece conseguir fazer tudo quanto lhe apetece sem que levante o mínimo de suspeitas dos adultos - assumidamente muito menos inteligentes que a própria - que vêem nela uma singela e simpática criança que, apesar de não ter desenvolvidas as suas competências sociais, circula por todos os espaços como uma adulta bem formada e com recursos suficientes para ser independente. Assim, e ainda que consigamos acompanhar este filme de forma até relativamente ligeira, Mommy's Little Murderer deixa uma leve sensação de incredulidade quando paramos para pensar sobre até que ponto seria possível esta criança ter uma astúcia tão apurada como - dentro do género - o "Kevin" de Macaulay Culkin em Home Alone (1990), se bem que aqui para um lado perverso e macabro que dificilmente se explica... ou talvez não, pois é detrás do rosto mais angelical que (normalmente) se esconde o verdadeiro mal.
Entre incredulidade e repulsa que o espectador sente pelas acções da protagonista - ou talvez sentida para com as demais personagens que parecem centradas num mundo paradisíaco que não existe - Mommy's Little Murderer vagueia pelos meandros de um thriller moderno (pouco explorado) ao estilo de Orphan (2009) mas onde a protagonista é - ao contrário daquela desta última obra referenciada - literalmente uma criança. Existe o mal assim tão bem travestido?!
Capaz de agarrar o espectador ao longo dos seus extensos noventa minutos muito graças à dinâmica da protagonista, Mommy's Little Murderer fragiliza apenas na relação desta com as demais personagens e interpretações bem como na coerência entre acções e protagonista... nem sempre é fácil para o espectador acreditar que uma criança tivesse astúcia para os actos aqui por ela cometidos. E, não sendo um (tele)filme exemplar no género, Mommy's Little Murderer consegue cumprir a sua função de entretenimento.
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5 / 10
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segunda-feira, 10 de julho de 2017

A Casa (2017)

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A Casa de Rui Simões é um documentário português criado no âmbito do programa de apoio ao audiovisual da CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa que centra a sua temática em torno da criação da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, local de residência dos estudantes oriundos da África Colonial Portuguesa durante o regime do Estado Novo.
Tentada inicialmente como o ponto de encontro de todos os estudantes que chegavam à metrópole vindos da África Portuguesa, a Casa dos Estudantes do Império cedo se tornou como um local de fácil controlo - para e pela máquina do Estado Novo - das intenções e acções dos mesmos que eram assim investigados bem como as suas simpatias para com os movimentos independentistas em África e a sua posição anti-Guerra Colonial. De local de confraternização a ponto de encontro de diferentes ideologias, a Casa dos Estudantes do Império viu "nascer" muitos daqueles que seriam os futuros líderes dos novos países africanos de língua portuguesa como Agostinho Neto ou Amílcar Cabral.
Composto por duas vertentes muito específicas, A Casa versa, por um lado, sobre a busca de factos e documentos históricos de uma Lisboa controlada pela ditadura salazarista que é, através dos testemunhos de alguns dos antigos estudantes da CEI, ilustrada à luz daqueles que vinham das então colónias. Por outro, A Casa revela ainda através da sua vertente de ficção, momentos dessa vivência e confraternização estudantil, da vida de boémia àquela dos eventos culturais, dos seus estudantes e das conversas "à porta fechada" que anteviam os movimentos que viriam a desencadear as esperadas elites das colónias e futuros líderes de países (esperados) independentes.
Alternando entre os dois momentos - documentário e ficção - A Casa revela ainda a Lisboa de hoje e de então através dos testemunhos daqueles que por ali passaram. De intervenientes de Angola a Moçambique sem esquecer Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, este documentário é um importante e interessante documento sobre a História Portuguesa de então ainda tão pouco explorada e estudada pelo nosso cinema. Poucos são os documentos cinematográficos que exploram este período da nossa História possibilitando assim ao espectador conhecer um pouco mais dos idos anos da ditadura e da repressão e controlo que se faziam sentir. Aqui, e contrariamente ao que podemos encontrar noutros documentários do género que documentam a vida dos portugueses da metrópole, A Casa versa sobre aqueles que chegavam das colónias para a Lisboa capital do dito Império, sobre os seus ideais de vida nas suas regiões de origem em oposição àquela tida e sentida na sua nova casa - e vida - em Lisboa, e como também na metrópole a cor da sua pele obrigava a uma distinção em relação aos seus direitos, privilégios e, de certa forma, nacionalidade.
A Casa, a mais recente obra de um conjunto irrepreensível de documentários sobre a portugalidade já documentados por Rui Simões, é assim não só um documento sobre o Portugal ultramarino vivido na metrópole mas também um importante estudo sobre o Portugal colonialista pré-1974 do qual ainda tanto existe por dizer, conhecer e reflectir.
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7 / 10
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sábado, 8 de julho de 2017

Nelsan Ellis

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1978 - 2017
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Elsa Martinelli

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1935 - 2017
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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Pedro Aunión Monroy

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1975 - 2017
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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Prémio LUX - Parlamento Europeu 2017: selecção oficial

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Foram hoje divulgados pelo Parlamento Europeu as dez longas-metragens pré-seleccionadas ao Prémio Lux atribuído pela referida instituição. As obras, ilustrativas daquilo que de melhor se faz no cinema europeu, são as seguintes:
  • 120 Battements par Minute, de Robin Campillo (França)
  • A Ciambra, de Jonas Carpignano (Itália/Brasil/EUA/França/Alemanha/Suécia)
  • Estiu 1993, de Carla Simón (Espanha)
  • Hjartasteinn, de Guðmundur Arnar Guðmundsson (Islândia/Dinamarca)
  • King of Belgians, de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Bélgica/Holanda/Bulgária)
  • Ostatnia Rodzina, de Jan P. Matuszyński (Polónia)
  • Sameblod, de Amanda Kernell (Suécia/Dinamarca/Noruega)
  • Slava, de Kristina Grozeva e Petar Valchanov (Bulgária)
  • Toivon Tuolla Puolen, de Aki Kaurismäki (Finlândia/Alemanha)
  • Western, de Valeska Grisebach (Alemanha/Bulgária/Áustria)
Do júri encarregue desta selecção fizeram parte Greta Akcijonaite (Distribuição Kino Pasaka - Lituânia), Peter Bognar (Programador de Festival - Hungria), Mihai Cristian Chirilov (Crítico e Director Artístico do Transilvania International Film Festival - Roménia), Jose Luis Cienfuegos (Director do Festival de Cinema Europeu de Sevilha - Espanha), Henk Cluytens (Distribuidor September Film - Bélgica), Marion Döring (Directora da Academia Europeia de Cinema - Alemanha), Jonas Dornbach (Produtor - Alemanha), Jakub Duszynski (Distribuidor GUTEK Film e Co-Presidente da Europa Distribution - Polónia),  Giorgio Gosetti (Director do Venice Days Film Festival - Itália), Mathilde Henrot (Fundadora do Festival Scope - França) Claus Hjorth (Danish Film Institute - Dinamarca), Ivana Ivisic (Especialista em Cinema e Audiovisual - Croácia), Vanja Kaludjercic (Programadora do Sarajevo Film Festival - Eslovénia), Yorgos Krassakopoulos (Programador do Thessaloniki Film Festival - Grécia), Christoph Leparc (Secretário Geral da Semana dos Realizadores de Cannes - França), Niombo Lomba (Comissão Europeia - Alemanha), Susan Newman-Baudais (Eurimages - Irlanda), Karel Och (Director Artístico do Karlovy Vary Film Festival - República Checa), Iris Praefke (Moviemento Kino Betriebs/Europa Cinemas - Alemanha), , Jonathan Romney (Crítico Film Comment, Sight & Sound, The Observer e Screen Daily - Reino Unido) e Mira Staleva (Sofia International Film Festival - Bulgária). Os três nomeados serão conhecidos no final do mês de Julho.
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terça-feira, 4 de julho de 2017

Festival Ibérico de Cine de Badajoz 2017: os seleccionados

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Foram divulgadas as curtas-metragens que estão presentes na selecção oficial da vigésima-terceira edição do Festival Ibérico de Cine de Badajoz que irá decorrer no Teatro Lopez de Ayala entre os próximos dias 19 e 23 de Julho.
São elas:
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Selecção Oficial
17 Años Juntos, de Javier Fesser (Espanha)
Ainhoa, de Iván Sáinz-Pardo (Espanha)
Amanecer, de Daniel León Lacave (Espanha)
The App, de Julián Merino (Espanha)
Australia, de Lino Escalera (Espanha)
Estilhaços, de José Miguel Ribeiro (Portugal)
Fim de Linha, de Paulo d'Alva e António Pinto (Portugal)
Hasta Luego, Cariño, de Antonello Novellino (Espanha)
El Hombre de Agua Dulce, de Álvaro Ron (Espanha)
Laborable, de Alejandro Marín (Espanha)
Lethe, de Eric Romero (Espanha)
Menina, de Simão Cayatte (Portugal)
Rawan 16/07, de Miguel Parra (Espanha)
Sé lo que Quieras, de Marisa Crespo e Moisés Romera (Espanha)
Ulises, de Aitor Gutiérrez (Espanha)
Última Chamada, de Sara Barbas (Portugal)
As Vacas de Wisconsin, de Sara Traba (Espanha)
Vampiro, de Álex Montoya (Espanha)
Zona-84, de Lonan García (Espanha)
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Certame Extremeño
Duelos, de Yolanda Román
El Escondite, de Ismael Chaka
Historia de una Fuga de Mauthausen, de Diego González Pérez
Nerón, de Rubi Stein
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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Paolo Villaggio

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1932 - 2017
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domingo, 2 de julho de 2017

Shortcutz Viseu - vencedor de Junho

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O Shortcutz Viseu anunciou há instantes o vencedor do mês de Junho que é, portanto, a mais recente e também a última das nomeadas ao troféu de Melhor Curta do Ano, sendo ela a curta-metragem Jigging, de Ramón de los Santos.
A curta-metragem junta-se assim a Post-Mortem, de Belmiro Ribeiro, A Rapariga de Berlim, de Bruno de Freitas Leal, Fosso, de Rui Costa, Paulo Varela, Ricardo Sousa, Bruno Lamelas e Vasco Simões, Marasmo, de Gonçalo Loureiro, A Instalação do Medo, de Ricardo Leite, A Terceira Metade, de Virgílio Pinto e Rodrigo Morais e Cavallo, de Joana Maria Sousa como as nomeadas já conhecidas para o prémio de Melhor Curta-Metragem do Ano cuja vencedora será revelada numa cerimónia a realizar em Setembro próximo no Carmo'81, em Viseu.
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Stroker Ace (1983)

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Prego a Fundo de Hal Needham é uma longa-metragem norte-americana e uma das várias obras que marca a colaboração do realizador com o seu actor protagonista Burt Reynolds.
Stroker Ace (Reynolds) é um piloto do circuito NASCAR habituado às vitórias. Quando Clyde Torkle (Ned Beatty), um magnata do frango frito o aborda para ser o seu novo patrocinador, Ace estava longe de imaginar que todo o seu percurso enquanto piloto iria estar às ordens de uma campanha publicitária que o ridicularizaria enquanto tal. Poderá Ace libertar-se deste estado refém em que se encontra?
Quando o espectador lê a sinopse desta longa-metragem e se depara com o trabalho conjunto de três argumentistas - o próprio Needham, Hugh Wilson e David E. Peckinpah - para adaptar a obra de William Neely e Robert K. Ottum, questiona-se sobre a potencialidade de uma obra que aparenta ter uma narrativa tão elaborada que toda a sua atenção será necessária. No entanto, e à medida que esta longa revela a sua linha condutora, aquilo que rapidamente compreende é que quão necessários terão sido todos estes argumentistas quando, no fundo, tudo aquilo que aqui vemos se resume a breves princípios; 1) temos uma personagem principal que vive centrada na sua imagem enquanto galã de serviço, 2) temos o "adjunto" que vive na sua sombra e que, com bom tom, é o "tolinho" lá do bairro, 3) temos a ingénua pseudo-boazona que irá ser o seu alvo de atracção e, finalmente, 4) o magnata capitalista que mais não é do que uma "saloio" com muito dinheiro.
Tendo estes quatro princípios - e já bem puxados para serem tantos - a única pergunta aqui possível é... para quê?! Nada neste filme, que não só não é original como se resume a um conjunto de banais graçolas de stand up, consegue ser minimamente interessante para que o espectador o veja como uma obra divertida. Desde os primeiros instantes que se percebem todas as personagens estereotipadas, desde a personagem ultra arrogante interpretada por Burt Reynolds - adulto com um claro síndrome de eterno adolescente - ao seu assistente e melhor amigo concentrado num universo muito próprio, sem esquecer a loira muito cristã e moralista de Anderson, o principal concorrente de "Ace" a cargo de Parker Stevenson e o magnata provinciano de Beatty. Se a simpatia pela história já era inexistente, então por estas personagens nunca chega, na realidade, a ser desenvolvida. Entre o vago e o vão, todos oscilam durante pouco mais de noventa minutos sem que, na realidade, exista qualquer profundidade dramática das mesmas. Imaginando isto de uma forma mais simplista... cada um deles teve o seu próprio guião sem grande interacção ou preparação do mesmo (será que ele existiu de facto?!) e, no final, reuniram-se para umas quantas graçolas minimamente exploradas. E para os resistentes, os momentos finais com os bloopers isso comprovam...
Como aspectos positivos... que são poucos... a capacidade de inserir alguns momentos de corridas NASCAR no enredo - ainda que se consiga perceber claramente que nada têm em relação a esta história em concreto - que revelam toda uma intensidade "de fundo" inicialmente pretendida mas que, na prática, nunca chega a ser sentida. A boa intenção está mas, tal como no Inferno... enche sem satisfazer. Finalmente, e apesar de todo um sub-aproveitamento, é a personagem de Bed Beatty enquanto o magnata com interesses financeiros muito "acentuados", que se destaca de todo o elenco. Provinciano e revelador do que de pior tem o dinheiro - e o poder que se incute -, Beatty oscila entre o maléfico, o oportunista e o parolo que, no final, acaba por ser derrotado da forma mais absurda. Ainda que o seu "vilão" de serviço seja um (frágil) ponto positivo desta longa-metragem, o mesmo não é suficiente para cativar de alguma forma o espectador mais exigente e capaz de esperar mais de alguns destes actores.
Incapaz de ser um imã de espectadores - pelo menos não nos dias que hoje correm - Stroker Ace é uma - mais uma - daquelas longas-metragens datadas e que foram facilmente esquecidas no tempo (compreensivelmente) não deixando grandes recordações para o futuro mais distante para lá de um potencial livro de memórias da relação como seria a de Reynolds com Anderson e, mesmo essa, tendo sido de curta duração.
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3 / 10
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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Saturn Awards 2017: os vencedores

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Foram anunciados ontem numa cerimónia realizada em Burbank, os vencedores dos Saturn Awards entregues anualmente pela Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films relativos às produções cinematográficas e televisivas do referido género.
São os vencedores deste ano:
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Cinema
Comic-a-Filme: Doctor Strange, de Scott Derrickson
Filme Ficção Científica: Rogue One: A Star Wars Story, de Gareth Edwards
Filme de Fantasia: The Jungle Book, de Jon Favreau
Filme de Terror: Don't Breathe, de Fede Alvarez
Filme de Acção/Aventura: Hidden Figures, de Theodore Melfi
Thriller: 10 Cloverfield Lane, de Dan Trachtenberg
Filme Independente: La La Land, de Damien Chazelle
Filme de Animação: Finding Dory, de Andrew Stanton e Angus MacLane
Filme Internacional: Ah-ga-ssi, de Chan-Wook Park (Coreia do Sul)
Realizador: Gareth Edwards, Rogue One: A Star Wars Story
Actor: Ryan Reynolds, Deadpool
Actriz: Mary Elizabeth Winstead, 10 Cloverfield Lane
Actor Secundário: John Goodman, 10 Cloverfield Lane
Actriz Secundária: Tilda Swinton, Doctor Strange
Interpretação por um Jovem Actor: Tom Holland, Captain America: Civil War
Argumento: Eric Heisserer, Arrival
Montagem: Michael Kahn, The BFG
Música: Justin Hurwitz, La La Land
Design de Produção: Rick Carter e Robert Stromberg, The BFG
Guarda-Roupa: Colleen Atwood, Fantastic Beasts and Where to Find Them
Caracterização: Monica Huppert e Joel Harlow, Star Trek Beyond
Efeitos Especiais Visuais: John Knoll, Mohen Leo, Hal Hickel e Neil Corbould, Rogue One: A Star Wars Story
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Televisão
Série de Ficção Científica: Westworld
Série de Fantasia: Outlander
Série de Terror: The Walking Dead
Série de Acção/Thriller: Riverdale
Série de Supér-Heróis: Supergirl
Estreia em Televisão: 11.22.63
Série Novos Canais: Marvel's Luke Cage e Stranger Things
Série ou Filme de Animação em Televisão: Star Wars: Rebels
Actor em Série: Andrew Lincoln, The Walking Dead
Actriz em Série: Melissa Benoist, Supergirl
Actor Secundário em Série: Ed Harris, Westworld
Actriz Secundária em Série: Candice Patton, The Flash
Intérprete Jovem em Série: Millie Bobby Brown, Stranger Things
Interpretação Especial: Jeffrey Dean Morgan, The Walking Dead
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terça-feira, 27 de junho de 2017

Michael Nyqvist

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1960 - 2017
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domingo, 25 de junho de 2017

Federico Ribes

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1952 - 2017
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FEST - New Directors New Films Festival 2017: os vencedores

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Lince de Ouro
Longa-Metragem de Ficção: Spina, de Tereza Nvotová (República Checa)
Menções Honrosas: Old Stone, de Johnny Ma e La Mano Invisible, de David Mácian
Documentário: The Road Movie, de Dmitrii Kalashnikov (Bielo-Rússia)
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Prémio do Público
Longa-Metragem: Sacred Water, de Olivier Jourdain (Bélgica)
Curta-Metragem: A Instalação do Medo, de Ricardo Leite (Portugal)
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Lince de Prata
Curta-Metragem de Ficção: Downside Up, de Peter Ghesquiere (Bélgica)
Menção Honrosa: A New Home, de Ziga Virc (Eslovénia)
Curta-Metragem Documentário: Homeland, de Sam Peeters (Bélgica)
Menção Honrosa: Without Sun, de Paul de Ruijter (Holanda)
Curta-Metragem de Animação: Antarctica, de Jeroen Ceulebrouck (Bélgica)
Menções Honrosas: Locus, de Anita Kwiatkowska-Nagyi (Polónia) e Pussy, de Renata Gasiorowska (Polónia)
Curta-Metragem Experimental: Apocalypse, de Justyna Mytnik (Polónia)
Menções Honrosas: As the Jet Engine Recalls, de Juan Palacios (Espanha) e Simba in New York, de Tobias Sauer (Alemanha)
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Grande Prémio Nacional
Curta-Metragem Portuguesa: Maria Sem Pecado, de Mário Macedo
Menções Honrosas: Um Refúgio Azul, de João Lourenço e 78.4 Rádio Plutão, de Tiago Amorim
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NEXXT: Bond, de Judit Wunder (Hungria)
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Festinha
Prémio Sessão 1 (3 aos 6 anos): Lilou, de Rawan Rahim (Líbano)
Prémio Sessão 2 (3 aos 6 anos): Pas a Pas, de Charline Arnoux, Mylène Gapp, Florian Hwilig, Mélissa Rous e Léa Rubinstayn (França)
Prémio Sessão 3 (7 aos 12 anos): Way of Giants, de Alois di Leo (Brasil)
Prémio Sessão 4 (12 aos 17 anos): Schlboski, de Tomás Andrade e Sousa (Portugal)
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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Jameson NotodoFilmFest 2017: os vencedores

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Foram divulgados no passado dia 16 de Junho os vencedores da décima-quinta edição do Jameson NotodoFilmFest. São eles:
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Filme: El Flujo, de Miquel Gadea Llorens
Documentário: Ahora Tengo Pene, de Eva Moreno
Animação: Eduardo Manosfijas, de Jim Sorribas Soler
Premio Rompiendo Barreras: La Violencia Normal, de Sara Bamba
Premio Histórias de Ciudad: Packet Planet, de Tomás Barrera Howarth
Prémio Filme Triple Destilación: Reencuentro, de Laura Casasnovas de Vroomen
Direcção de Produção: Adrian Perea e Jon Rodríguez, Odio los Paraguas
Realizador: Eva Moreno, Ahora Tengo Pene
Actor: Juan Luppi, Combustión
Actriz: Violeta Orgaz, Llegar
Personagem Feminina: Llegar, de K. Prada e J. Prada
Argumento: Beatriz Manrique de Lara, Caducados
Direcção Artística: Èlias Sais, Nubes de Azúcar
Som: Javier González Cruz, Pezuñas
Prémio de Distribuição: Cines Luna, de Jorge Juárez, Cosmos, de Jorge Barcelo Garrido, Esmeralda, de Iban del Campo Uribarrena e Tetas, de Alex Rey Miniño
Prémio do Público: El Cierre, de David Moreno Maroñas
Prémio Corto+Visto: Facebook Friends are not Real Friends, de Daniel Zaldivar de la Parra
Premio FILMIN: Cines Luna, de Jorge Juárez
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Shortcutz Viseu - Sessão #94

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A última sessão da quarta temporada do Shortcutz Viseu - a #94 - está à porta. Na próxima sexta-feira a partir das 22 horas no Carmo'81 estarão na secção Curtas em Competição os filmes curtos Mirrors, de Sara Eustáquio e Jigging, de Ramón de los Santos.
Finalmente no segmento Curta-Metragem Convidada será exibido o documentário The Fourth Kingdom, de Adán Aliaga e Àlex Lora, de Espanha (Mailuki Films).
Para aquela que será a última noite competitiva do Shortcutz Viseu, não esquecer de passar pelo Carmo'81 para mais uma noite de bom cinema em formato curto.
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Porto7 - Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto 2017:os vencedores

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Terminou há dias a mais recente edição do Porto7 - Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto. Foram os seus vencedores:
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Prémios do Júri
Ficção Internacional: #Selfie, de David M. Lorenz (Alemanha)
Ficção Nacional: A Instalação do Medo, de Ricardo Leite
Documentário: The Fourth Kingdom, de Adan Aliaga e Àlex Lora (Espanha)
Animação: Mecanismo Diabólico, de Fernando Escribano (Espanha)
Videoclip: Crime Scene, de Vasco Mendes (Portugal)
Prémio do Público: Backstory, de Joschka Laukeninks (Alemanha)
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Actor: Alexander Bobrov, The Secret to a Happy Marriage (Rússia)
Actriz: Sarah Bahrami, You Just Be My Mother (Irão)
Argumento: Valerio Vestoso, Ratzinger Vuole Tornare (Itália)
Fotografia: Backstory, de Joschka Laukeninks (Alemanha)
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Menções Honrosas do Júri: Railement, de Shunsaku Hayashi (Japão), Nini, de David Moreno (Espanha) e Born of Stone, de Emilio Bellu (Itália/República Checa)
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Menções Honrosas do Director do Festival: Rhea, de Édi Kettemann, Gilberto Nunes, Paulo Martinho, Mariana Pelpretti e Ellie Nurmukhame (Portugal), Close Your Eyes... Well, de Ali Albayati (Iraque) e Where Have the Flowers Gone, de Sin-hong Chan (China)
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Prodigy

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1974 - 2017
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domingo, 18 de junho de 2017

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sábado, 17 de junho de 2017

La Mano Invisible (2016)

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La Mano Invisible de David Macián é uma longa-metragem espanhola e uma das candidatas ao Lince de Ouro da mais recente edição do FEST - New Directores New Films Festivals que decorrem em Espinho até ao próximo dia 26 de Junho.
Um espaço vazio. Várias áreas de trabalho. Tudo começa com o projecto de uma nova actividade. Todo um conjunto de estranhas de diversas áreas que agora têm de aprender a trabalho sendo observados. Poderá esta nova experiência resultar?
Daniel Cortázar e David Macián escrevem o argumento desta poderosa longa-metragem reflectindo de forma directa sobre este admirável mundo novo onde todos (des)esperam por uma nova oportunidade onde possam ser alguém... e alguém reconhecido. Mas, como tudo na vida, também esta sua nova oportunidade tem uma ratoeira. E assim começa La Mano Invisible... com a esperança de um novo começo... com a promessa de uma nova oportunidade. Mas a grande questão levanta-se... estará esta nova oportunidade isenta de contrapartidas?
O espectador observa esta longa-metragem a ganhar forma naquele que é um espaço atípico. Imaginemos um espaço que se percebe gigante mas que apenas conseguimos reconhecer os pequenos espaços que se constituem e formam como os de trabalho para cada um dos intervenientes. Imaginemos depois todo um conjunto de actividades que, não estamos interligadas, têm de conviver nesse mesmo espaço e onde se observam com desconfiança, estranheza e alguma incredulidade. Finalmente, imaginemos que para essa convivência se confirmar, têm de executar um conjunto de actividades que estão longe de ser as esperadas das profissões que encarnam. Um construtor (José Luis Torrijo) que tem de construir sucessivamente o mesmo muro com o propósito único de o destruir. Um talhante (Josean Bengoetxea) que corta um sem fim de carne que não tem nenhum destino em particular. Uma tele-operadora (Bárbara Santa-Cruz) que tenta efectuar questionários sem um propósito específico ou uma montadora de peças (Marina Salas) que ora as monta... ora desmonta... sem que tenham nenhum fim à vista. A estes juntam-se um informático (Daniel  Pérez Prada) que ninguém percebe o que faz, uma costureira (Esther Ortega) que desmancha soutien ou uma mulher das limpezas (Elisabet Gelabert) cujos esforços nunca foram reconhecidos. Num misto de indiferença e curiosidade, todas estas personagens passam a ocupar um mesmo espaço comum e, dentro da sua profissão especifica, dedicam-se a uma mecanização profissional que é mutuamente observada e, para lá do escuro de um pavilhão anónimo, são também observados por aqueles que por ali passam e esperam algo mais dos seus comportamentos.
Desde os instantes iniciais que estas cobaias de uma nova experiência profissional sentem os olhares indiscretos que estão para lá daquele escuro. Todos eles percebem que esperam algo deles sendo que ainda não conseguem compreender o quê. No fundo, todos sentem como estando perante um casting em directo que poderá determinar a sua permanência numa profissão com alguém se identificam - ou não - sabendo que esta é certamente a última oportunidade de sobreviverem num mundo onde têm de estar dispostos e preparados para tudo. A (pouca) validação dos seus comportamentos e actividades chega desse "outro lado" onde se encontram aqueles que os observam que, de forma completamente arbitrária, aplaudem ou vaiam aquilo que fazem. Num misto de incerteza e incredulidade... todos eles se acostumam ao que fazem como tendo sido sempre a sua ocupação dita "normal". É portanto esse sentimento de "cobaia" que lentamente se instala - e faz instalar - a desconfiança, a saturação e a vontade de exigir os direitos que sentem não serem cumpridos por parte da sua mútua entidade empregadora.
O desrespeito chega por parte colegas, por parte daqueles que os observam que esperam mais do seu comportamento cada vez menos subserviente, mas também pela própria estrutura laboral que se impõe dos mais fortes para com os mais fracos. As chefias internas e vontades de liderança ameaçam a estabilidade do grupo e a violência psicológica - mas também física - estão apenas a um passo de distância. Num mundo em que a precariedade atinge cada vez mais trabalhadores, instala-se a grande questão... poderão estes em particular entregar-se a um dito "luxo" onde esperam respeito, dignidade e direitos? Poderão eles esperar respeito quando tudo é prontamente elaborado para agradar às massas que precisam ser entretidas? No fundo... não serão eles mais do que meros gladiadores cujo único propósito é divertir aqueles que se dirigem à arena para assistir a um espectáculo?
David Macián reúne aqui um brilhante elenco que dar uma estranha e por vezes inapropriada alma àqueles que já não têm grandes esperanças ou expectativas e esta adaptação da obra homónina de Isaac Rosa que efectua em parceria com Daniel Cortázar, conferem ao espectador um triste, mordaz, sarcástico e por vezes real quadro do mundo laboral tal como hoje o vivemos. Para sermos alguém temos de nos sujeitar a tudo, perder sonhos e responder a objectivos impostos nem que para os realizar se tenha de perder aquela última réstia de ser humanos que todos secretamente ainda guardamos. Percebemos o medo tão bem como a indiferença. Mas percebemos ainda mais que apenas se conquista respeito quando se trabalha em grupo. Quando se lutam pelos mesmos ideais e principalmente quando não se perde a dignidade que tantos, tantas vezes e em tantos momentos tentam reprimir.
Actual, pertinente e sempre (sempre) importante, La Mano Invisible pode(rá) facilmente funcionar como um alerta para aquele tal mundo desumanizado que tão oportunamente gostamos de ignorar constituindo-se esta longa-metragem espanhola não só como um dos mais representativos exemplares do cinema pós-crise como também um dos mais fortes candidatos ao Lince de Ouro do FEST 2017.
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8 / 10
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sexta-feira, 16 de junho de 2017

John G. Avildsen

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1935 - 2017
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Stephen Furst

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1955 - 2017
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Aleksey Batalov

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1928 - 2017
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Shortcutz Viseu - vencedor de Maio

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O Shortcutz Viseu anunciou há momentos o vencedor do mês de Maio e, como tal, a mais recente das nomeadas ao troféu de Melhor Curta do Ano, sendo ela a curta-metragem Cavallo, de Joana Maria Sousa.
A curta-metragem junta-se assim a Post-Mortem, de Belmiro Ribeiro, A Rapariga de Berlim, de Bruno de Freitas Leal, Fosso, de Rui Costa, Paulo Varela, Ricardo Sousa, Bruno Lamelas e Vasco Simões, Marasmo, de Gonçalo Loureiro, A Instalação do Medo, de Ricardo Leite e a A Terceira Metade, de Virgílio Pinto e Rodrigo Morais como as nomeadas já conhecidas para o prémio de Melhor Curta-Metragem do Ano cuja vencedora será revelada numa cerimónia a realizar em Setembro próximo no Carmo'81, em Viseu.
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